sábado, 21 de agosto de 2010

Porque precisamos de um avivamento

Ouvimos que temos que orar por avivamento para que Deus derrame do seu Espírito nestes dias, e sim precisamos mesmo fazer isso, necessitamos….mas antes precisamos nos quebrantar, reconhecer nossas culpas e faltas, pois se nessecitamos tanto de um renovo espiritual é porque temos nos afastado de Deus! Vou deixar um trecho do livro “Pentecoste – O Fogo Que Não Se Apaga” do autor Hernandes Dias Lopes, vale a pena ler!

Danny Elias

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O dr. John Stott, considerado um dos maiores exegetas bíblicos do século XX, disse que "antes de mandar a igreja para o mundo, Cristo mandou o Espírito para a igreja. A mesma ordem precisa ser observada hoje". Não há missão sem capacitação. Não há pregação sem poder. Não há avivamento sem derramamento do Espírito.(…)

A igreja via de regra tem crescido para os lados, mas não para cima nem em profundidade. Ela tem sido muitas vezes superficial, rasa, imatura e mundana. Tem extensão, mas não profundidade. Tem números, mas não vida. É grande, mas não causa impacto. Ela cres­ce, mas não amadurece. Tem quantidade, mas não qualidade. É como a igreja de Sardes: tem nome de que vive, mas está morta (Ap 3.1). Há um vácuo, um hiato, um abismo entre o que os crentes professam e o que vivem, entre o que falam e o que fazem. A integridade e a santidade não têm sido mais o apanágio da vida de muitos crentes. Eles estão caindo nos mesmos pecados vis que condenam nos ímpios.

Estamos vendo, por isso, que a cada dia o mundo está entrando mais para dentro da igreja. A igreja tem mais assimilado que influen­ciado o mundo. Ela se conforma mais com o mundo do que produz nele impacto. A glória de Deus não está mais sobre a tenda da igreja. A igreja se contorce com as dores de parto para dar à luz a seu filho

Icabode. O brilho do rosto de Deus não mais tem resplandecido na vida da igreja, que perdeu a sede de Deus para buscar avidamente as bênçãos de Deus. Deus se tornou para ela apenas um abençoador, e não o Senhor. O homem é o centro, e não Deus. O que se busca é que a vontade do homem se faça no céu, e não que a vontade de Deus se estabeleça na terra. O homem hoje busca não a face de Deus, mas o lucro. Ele vai à igreja não para adorar, para oferecer algo a Deus, mas para buscar uma bênção. A sua lei é a da sanguessuga: me dá, me dá. O homem invoca a Deus não porque tem sede de Deus, mas por aqui­lo que pode dele receber. Ele entrega o dízimo não porque tem prazer na fidelidade, mas pelo retorno que isso pode representar. O homem assim serve não a Deus, mas a Mamon.

Há também aqueles que, à semelhança dos crentes de Efeso, são ortodoxos, mas perderam o calor espiritual, abandonaram o primeiro amor. Guardam doutrinas certas na cabeça, mas são gelados na vida espiritual. São ortodoxos de cabeça e hereges de conduta. São zelosos em observar os rituais, mas condescendentes ao pecado. São observa­dores externos dos preceitos de Deus, mas cheios de podridão por den­tro. Vão à igreja, mas não entram na presença de Deus. Cantam hinos, mas não adoram a Deus. Fazem longas orações, mas desconhecem a glória de entrar no Santo dos Santos da intimidade com o Senhor. Jejuam, mas não se humilham na presença do Todo-poderoso. Não têm temor de Deus no coração. Acostumaram-se com o sagrado, já não sentem mais deleite na Palavra nem alegria na vida de oração, perde­ram a visão da obra de Deus, por isso já não têm mais paixão pelas almas. Vivem um cristianismo árido, estéril, apenas de fachada e apa­rência.(…)

Antes de falar do derramamento do espírito, o profeta Joel con­vocou a nação de Israel a se voltar para Deus. Antes do Pentecoste, o pecado precisa ser tratado. Antes de os céus se abrirem, o povo preci­sa acertar sua vida com Deus. Antes do derramamento do Espírito, o caminho para Deus precisa ser preparado. E Joel (2.12-16, 28) diz que essa volta precisa ser:

 a) profunda - ou seja, de todo o coração. Não adianta fingir. Não adianta tocar trombeta. Deus não se impressi­ona com a majestade dos nossos gestos e com a eloqüência das nos­sas palavras. Ele não aceita promessas vazias, votos tolos, compro­missos pela metade;

b) com quebrantamento - ou seja, com lágri­mas e pranto. Deus não despreza o coração quebrantado. As lágrimas de arrependimento não são esquecidas por Deus. Os que choram por seus pecados são bem-aventurados. É impossível ser cheio do Espíri­to sem antes esvaziar-se de todo o entulho que entope a nossa vida. Essa faxina é dolorosa, mas precisa ser feita, ainda que com lágrimas;

c) com diligência - ou seja, com jejum. Precisamos jejuar para que Deus dobre o nosso coração e o torne sensível. Precisamos jejuar para que Deus nos dê percepção da malignidade do nosso pecado e da pureza da santidade divina. Precisamos jejuar para que todas as des­culpas que arranjamos para não nos voltarmos a Deus caiam por ter­ra;

 d) com sinceridade - ou seja, rasgando o nosso coração. No pas­sado, as pessoas tinham o hábito de rasgar as vestes na hora do deses­pero. Deus, contudo, não se contenta com atos exteriores. Ele não se satisfaz com teatralização. Diante dele não adianta empostar a voz, gritar, gesticular, pois esses gestos não o impressionam. Ele quer um coração rasgado, sincero, autêntico, determinado a voltar-se para ele. Quando a trombeta soou, o povo foi convocado a voltar-se para Deus, do sacerdote à criança de peito, e houve restauração e perdão. Como resultado, veio a gloriosa promessa: "... e acontecerá depois que derramarei o meu Espírito sobre toda a carne" (Jl 2.28). Veja que o der­ramamento do Espírito vem depois e não antes do acerto de vida com Deus. Buscar avivamento sem antes tratar do pecado é leviandade, pois é querer que Deus compactue com o erro. É preciso preparar o caminho para que Deus se manifeste (…)

Extraído do Livro Pentecostes – O Fogo Que Não Se Apaga – Hernandes Dias Lopes

2 comentários:

Edinelson Lopes disse...

Olá Danny, graça e paz

Quando li o título desta sua publicação, não pude deixar de vir conferir. Ah! como precisamos disso, de um avivamento, mas não daqueles que nos levam a trimiliques e arrepios, precisamos de um avivento de dentro para fora, que nos faça ser mais do que canções... o mundo está morrendo e nós estamos "divertindo" eles com nossas canções, e ajuntamentos, e reuniões.

Precisamos de um avivamento que nos faça entender o que realmente é importanto para o Pai e o que verdadeiramente está em risco.

Quero te convidar a ler esta breve reflexão, AVIVAMENTO PARA MISSÕES, onde tratamos deste mesmo tema.

Deus a abençoe!
MINISTÉRIO SIGA O MESTRE

Shirlei C S Petrorenzo disse...

Creio que o avivamento já está entre nós, vejo sinais disso o tempo todo.Com a graça do Senhor logo muitos verão a Verdade e sentirão que a verdadeira felicidade, satisfação e prazer humano não está na cervejada, na balada, no rock, no samba, na ópera, nos estudos nem no trabalho, o prazer do homem estava no paraíso que Deus levou, O paraíso era um lugar feito habitat para os homens, e hoje procuramos felicidade em todas as coisas,mas elas são passageiras, pois nosso lar foi tirado e no lugar ficamos com a Terra que nunca nos satisfaz. Só temos sensação de bem estar quando nos religamos a Deus. O prazer verdadeiro está em servir a Deus. Esse prazer, essa alegria em servir a Deus é o avivamento. Desviar-se do pecado, levar uma vida fazendo a vontade de Deus, negando-se a si mesmo sem dificuldade, mas por amor ao Senhor! Isso é viver! Isso é avivamento!